E, por detrás da porta, ocorria o mar. Este que sarfava dos meus olhos oblíquos a vontade de te ter. O horizonte navegava em meus lábios até cobri-lo com águas que não palpitavam. Quer dizer, só palpitavam de sandice. Pois há você em mim no complexo de existir. Sem contraste, sem tonalidade. Sem contorno, sem moldura. Apenas fluindo...e cessando o ilimitado à vista. À porta voltava-me e acenava. E não o via mais, porque meus olhos têm chuva e a noite descia de repente. Como uma pálpebra caindo. Caindo e coisificando o alfabeto das minúsculas gotas de solidão, que ali estão sendo encaixadas em perfeita simetria e simetria.

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